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Fevereiro laranja conscientiza para doação de medula óssea e combate à leucemia

Publicado por Pau e Prosa Comunicação em 28/02/2019 às 17:55

A doação de medula óssea é um ato voluntário e pode ser feita por qualquer pessoa entre 15 e 55 anos, em bom estado de saúde - sem doenças infecciosas ou incapacitantes. Neste mês, é realizada a campanha Fevereiro Laranja de combate à leucemia e de conscientização sobre a importância da doação. 

Provavelmente muitos já ouviram falar do assunto, mas a maioria dos doadores ainda são familiares ou pessoas próximas às acometidas pelo câncer. Mesmo assim, nos últimos anos houve um avanço na conscientização e o Brasil possui o terceiro maior banco de doadores de medula óssea do mundo. 

Para ser um doador basta se cadastrar no Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea – Redome, órgão do Ministério da Saúde. Em seguida, é necessário procurar o hemocentro mais próximo para o fornecimento das informações pessoais e assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido. Em seguida, será coletada amostra de sangue para a identificação da característica genética do doador. 

As informações genéticas bem como os dados cadastrais são enviados para o registro do Redome e passam a ser constantemente cruzados com os de quem precisa de transplante. 

A hematologista da Oncomed – clínica especializada em tratamento multidisciplinar do câncer -, Angeline Crivelatti ressalta que após o cadastramento é importante manter os dados atualizados para que o doador possa ser encontrado quando necessário. Além disso, o cadastro não obriga a concretização da doação.

A especialista destaca ainda que a doação de medula óssea não é feita da mesma maneira que os exames de diagnóstico da leucemia, realizada obrigatoriamente via punção no tutano do osso da medula. “Com o avanço das tecnologias, se retira o sangue periférico do doador. Porém, ele precisará usar uma medicação subcutânea para estimular a célula tronco a se descolar da medula óssea e ir para o sangue. A coleta será realizada por meio de uma punção venosa, que normalmente é feita no acesso venoso central. Retirado, o sangue passa pela máquina que coleta das células tronco. Em uma minoria de casos é necessária a punção da medula óssea do doador”, explica.

A médica esclarece que as leucemias são divididas em quatro grupos: agudas e crônicas, que se subdividem em mielóide e linfoide, e nem todos os tipos exigem o transplante. Algumas podem ser tratadas com medicamento via oral e o paciente leva uma vida normal. 
Sintomas
Não existem sintomas específicos. Em geral, os mais comuns são a palidez da pele e das mucosas (boca, língua, conjuntiva dos olhos), infecções e febre frequentes e sangramentos na pele - quando aparecem manchas roxas. “Chamamos de tríade de sintomas, anemia; imunidade baixa e sangramento, que faz pensar não apenas em leucemia, mas também em outras doenças no sangue”, explica. 
Os fatores que podem aumentar o risco de desenvolver alguns tipos de leucemia incluem: tratamento anterior de câncer; distúrbios genéticos e exposição a determinados produtos químicos como o benzeno, encontrado na gasolina. 

Diagnóstico

O diagnóstico é feito por meio de uma punção da medula óssea. Mas pelo exame simples de sangue (hemograma) já há como reforçar as suspeitas, por conta da baixa nos glóbulos vermelhos, anemia e mudanças nas taxas de glóbulos brancos (muito altas ou muito baixas). Com este resultado, o paciente deverá ser encaminhado para o hematologista, especialista responsável pelo acompanhamento do tratamento.

Angeline reforça ainda que a leucemia é uma alteração genética adquirida e não tem ligação com a hereditariedade. “Muita gente pensa que se algum parente teve leucemia, ele também terá e isso não é comprovado. Você apresenta alteração no gene ao longo da vida, você não nasce com ela”. 

O tratamento será de acordo com o tipo de leucemia. No caso das agudas, é necessária a internação imediata e exige a quimioterapia com urgência. Nos casos mais graves, haverá a necessidade de transplante. Já as crônicas exigirão um monitoramento por parte da equipe médica e o tratamento ocorrerá por medicamentos via oral. Com essas medicações, os pacientes com leucemias crônicas, incuráveis, conseguem levar uma vida normal, com poucas restrições. Neste caso, devido à excelente resposta, o transplante é pouco indicado".

Transplante

O transplante de células-tronco hematopoéticas, também chamado de transplante de medula óssea, é um procedimento utilizado para substituir as do paciente que não estão funcionando adequadamente. O procedimento pode ser autogênico, quando as células-tronco hematopoéticas vêm do próprio paciente, ou alogênico, quando vêm de um doador. E ainda é possível fazer a partir de células precursoras de medula óssea, obtidas do sangue circulante de um doador ou do sangue de cordão umbilical. 

Os riscos para o doador são baixos e em poucas semanas a medula óssea estará inteiramente recuperada. Uma avaliação pré-operatória detalhada verifica as condições clínicas e cardiovasculares, orientando a equipe envolvida no procedimento. Os sintomas que podem ocorrer após a doação são passageiros e controlados com analgésicos.

Já o paciente, após o transplante, em regra geral, permanece no hospital por algumas semanas para cuidado e observação, a fim de evitar infecções, até que as células estaminais comecem a produzir glóbulos brancos suficientes.

Falta de leitos 

Atualmente, o maior problema não é encontrar um doador compatível, mas sim um leito adequado para realização de transplantes entre aparentados. Para transplantes de não aparentados, as exigências são muitas e rígidas para que uma unidade de saúde tenha um centro especializado.

Vale ressaltar ainda que, em Mato Grosso, não há nenhum local autorizado para realização do transplante de medula óssea. “Temos bastante doador, mas não temos leitos. O tempo médio entre a localização do doador e a realização do transplante é de quase um ano”, informa. 
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