WhatsApp
(65) 3615-5221
Menu

Nossos Serviços

Corpo Clínico

Guia Paciente

Convênios

Radioterapia

Ouvidoria

Onde Estamos

Notícias

Álcool, tabagismo e HPV: fatores de risco para câncer de cabeça e pescoço

Publicado por Íntegra Comunicação Estratégica em 22/07/2021 às 14:08

“O câncer tá na cara, mas às vezes você não vê.” O alerta é a mensagem principal da campanha desenvolvida pela Associação Brasileira de Câncer de Cabeça e Pescoço (ACBG Brasil) por ocasião do Julho Verde, mês de prevenção à doença. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o país registra, por ano, cerca de 40 mil novos casos de câncer de cabeça e pescoço. Álcool e tabagismo lideram o ranking dos causadores, tendo ganhado, nos últimos anos, a “companhia” do HPV como fator de risco, sobretudo entre os jovens.
 
Tumores de cabeça e pescoço são os que acometem a boca, garganta, tireoide, paratireoide, laringe, faringe, traqueia e a chamada região sinonasal, que inclui o nariz e os seios da face. O consumo de álcool e o hábito de fumar pode aumentar em até 20 vezes as chances de desenvolver a doença, sendo a adoção de hábitos saudáveis e manutenção de uma boa higiene bucal importantes medidas de prevenção. No entanto, não ignorar sinais e sintomas é fundamental ao tratamento. “Muitas vezes o paciente demora a procurar um médico e, quando chega na consulta, o tumor já se encontra em estágio avançado, o que impacta negativamente o tratamento favorecendo, inclusive, sequelas”, observa a médica Letícia França, oncologista clínica Oncomed-MT.
 
Letícia explica que não se deve negligenciar situações como lesões na boca ocorridas por mais de duas semanas e que não cicatrizam, caroços na região do pescoço, dor de garganta persistente, dificuldade de engolir e rouquidão. “Mais da metade dos casos de câncer de cabeça e pescoço são diagnosticados tardiamente no Brasil. No entanto, quando o diagnóstico é precoce, com o tumor em estágio inicial, as chances de cura ficam próximas de 80%”, enfatiza.

HPV – Dos 150 tipos conhecidos do Papilomavírus Humano (HPV), 13 são considerados oncogênicos, ou seja, capazes de provocar câncer. Transmitido, principalmente, por via sexual, ele consiste em um fator de risco para o câncer na região denominada orofaringe (base da língua, amígdalas, parte lateral e parte posterior da garganta).
Uma das formas de contágio por essa infecção é a prática do sexo oral desprotegido e de relações sexuais com múltiplos parceiros. Uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) aponta que 59% da população não usa preservativo como medida de prevenção ao câncer e quase 30% desconhecem a relação direta entre o uso e a redução do risco de desenvolver a doença.

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), estima-se que cerca de 54,6% dos brasileiros entre 16 e 25 anos estão infectados com HPV e, em 38,4% deles, trata-se dos subtipos de alto risco, associados a alguns tipos de câncer, como o de cabeça e pescoço. "No que se refere ao HPV, é sempre importante lembrarmos que existe vacina. Ela é indicada, principalmente, para prevenir o câncer de colo do útero, mas também pode prevenir – potencialmente - o câncer de cabeça e pescoço, especialmente em meninos e meninas”, pontua Letícia França, lembrando que o imunizante está disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e que teve sua abrangência ampliada em março deste ano (https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/saude-amplia-vacinacao-contra-hpv-para-mulheres-imunossuprimidas-com-ate-45-anos)

Tratamento – Mediante o diagnóstico de câncer de cabeça e pescoço o oncologista clínico define, conforme o estágio da doença, o tratamento a ser adotado, que pode incluir quimioterapia, radioterapia, cirurgia e imunoterapia.  
(65) 3615-5221
e-box - Sitevip InternetSitevip Internet